sábado, 25 de junho de 2011

"E eu vasculho as caixas do meu tempo
tentando achar um dia a mais pra viver com você"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Verdades, Finais e Leis de Newton.

Ainda guardo o primeiro Aurélio que ganhei; dado pelo meu pai, quando eu tinha uns oito anos de idade. A espessura do livro me assustava, mas ele foi bastante útil nas primeiras leituras; a definição que apresentava para as palavras era para mim a exata: nada mais, nada menos. Daí pra cá passaram-se alguns (poucos) anos, páginas e experiências e minha opinião quanto aos dicionários acabou mudando. Não que eu duvide que eles estejam certos, mas ‘certo’ é diferente de ‘completo’. Esse ‘completo’ é bem pessoal, eu diria. Nós acrescentamos significados às palavras conforme convivemos com o que elas expressam.’Verdade”, por exemplo, está dicionarizada assim:

VER-DA-DE sf. 1. Conformidade com o real  2. Coisa verdadeira  3. Princípio certo.

É, verdade é isso. Mas não só.

Há quem acredite que existem verdades absolutas, enquanto outros dizem que elas são sempre relativas; minha opinião quanto à isso varia, mas de uma coisa tenho certeza: às vezes, a verdade significa ‘algo que machuca’. Esse tipo de verdade é difícil de ser dito; machuca quem ouve, machuca quem guarda e até quem diz. Mas, vez por outra, você acaba tendo que falar, porque sabe que existe, pelo menos, uma pessoa que tem o direito de saber. Então você faz isso. Por ela.

Pontos finais também machucam.

Pontos finais combinados à verdades difíceis machucam ainda mais.

Mas você faz isso.

Por ela.

É extremamente bom quando essa pessoa reconhece o que tu fizestes. Mas isso nem sempre – quase nunca – acontece. Quando se é ferido, quere-se ferir também. É instintivo. Terceira Lei de Newton.

Então tua verdade é retribuída com uma mentira. Nova ou velha, não importa: uma mentira é sempre uma mentira.

E isso é como levar um puta soco no estômago, daqueles que nos fazem cair no chão e ficar sem ar.

Talvez tu não te  levantes.

Talvez tu não queiras te levantar.

Ou talvez ainda tu queiras revidar.

Xingar.

Quebrar.

E isso vai virar um jogo; um ciclo vicioso no qual vocês estarão presos até… até que alguém canse. Mas o orgulho nem sempre deixa que esse momento chegue. Não a um intervalo de tempo ‘saudável’, pelo menos.

Não, não revide. Pelo contrário: desafie as Leis da Física.

Há certas ações que não merecem reação.

 

Forgive.

Forget.

And go on.

terça-feira, 15 de março de 2011

close your eyes
listen to my voice
it's my desguise
i'm by your side

Plain White T's


"Mas, às vezes, o que existe de mais real no mundo é o que não podemos ver."
O Expresso Polar

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um dia você vai acabar encontrando um veneno, feito especialmente para você, querida.
E você vai desejá-lo e amá-lo, de uma forma que nunca imaginavas existir nesse ou em outros mundos.
Vai gostar disso.
Mas é como disse o Lewis Carroll, "se você bebe muito de uma garrafa em que está escrito 'veneno', é quase certo que vai se sentir mal, mais cedo ou mais tarde".
Só há um pequeno detalhe: no mundo real, NÃO haverá tal inscrição na garrafa.

- I wish my mother had said this to me, when I was a child. -

carta para ninguém.

Desisto.
Desisto, desisto, desisto.
Não importa o quanto eu lute, o quanto eu sangre, o quanto eu fuja; o quanto eu queira te odiar, o quanto eu queira me distrair, o quanto eu queira te empurrar de um penhasco e correr pra te salvar.
Não importa o quanto tu me machuques, o quanto tu me esqueças, o quanto tu me deixes; o quanto tu não ligues, ou quanto eu queria que ligasses.
Não importa quanto tempo eu não te veja.
Não importa quanto tempo eu não escreva.
Nem sequer importa o tempo.

Todos os meus pensamentos sempre acabam voltando à você.
Todos os meus pensamentos, toda a minha alma, todo o meu coração.
Todo o meu coração? Não. Quer dizer, este nunca deixa de te pertencer. É teu, e provavelmente sempre será. Ainda que tu esqueças disso.
Ainda que eu esqueça disso.

Eu te amo.

Mas acho que já desisti de querer-te pra mim. É quase masoquismo.
Prefiro seguir assim.
Você ai. Eu aqui.

Eu te amo.

E isto nem é uma carta, afinal.